Quilombo da Cordoaria: Prefeitura promove ida de comunidade ao teatro

julho 27, 2017


Em uma ação de fomento e incentivo à cultura, a Prefeitura de Camaçari, por meio das secretarias da Cultura (Secult) e da Educação (Seduc), intermediou, junto a Fundação Cultural Palmares, a ida ao teatro de representantes da comunidade do Quilombo de Cordoaria, situado em Vila de Abrantes.

A iniciativa beneficiará 40 moradores da comunidade, que irão assistir ao musical “Cartola - O Mundo É um Moinho”, espetáculo que retrata a trajetória de vida de um dos maiores sambistas da Música Popular Brasileira (MPB), exibido no Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, nesta quinta-feira (27/7), às 20h.

Para o Grupo de Ação e Assistência ao Quilombo de Cordoaria (GAAQC) a iniciativa da prefeitura é muito importante, pois serve para envolver a comunidade em atividades que evidenciem a cultura e, no caso, proporcionar o conhecimento sobre a vida desse artista negro consagrado nacional e internacionalmente, a fim de se reconhecer na história da trama teatral por ser uma população de negros afrodescendentes. 

ESPETÁCULO

O premiado musical vai homenagear um dos fundadores e filho ilustre da Estação Primeira de Mangueira: Agenor de Oliveira ou, simplesmente, Cartola (1908-1980). O espetáculo se vale da relação de Cartola com a escola de samba como uma espécie de comissão de frente, um abre- alas para o enredo, que acompanha de forma cronológica a vida do sambista carioca, que cantou como poucos a vida prosaica e os infortúnios do coração em clássicos como “As Rosas Não Falam”, “Alvorada” e “O Mundo é um Moinho”.

Quem dá vida ao protagonista é o ator gaúcho Flávio Bauraqui, que contracena com outros 25 artistas, entre músicos e atores – à exceção de Bauraqui e de Virginia Rosa, que interpreta Dona Zica, grande paixão da vida de Cartola, todos os outros artistas foram selecionados através de uma audição que mobilizou milhares de atores negros pelo país.

Idealizado pelo ator e produtor Jô Santana, o espetáculo tem dramaturgia do jornalista Artur Xexéo, direção e encenação de Roberto Lage, pesquisa de Nilcemar Nogueira, neta de Cartola e secretária de Cultura do Rio de Janeiro, e direção musical de Rildo Hora.






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