Semana Santa será salgada para os baianos novamente; preço dos principais itens subiram

abril 12, 2017


Quem deixou para comprar os itens que compõem o almoço da sexta-feira santa em cima da hora deve ter cautela. Isso porque, assim como no ano passado, os valores estão inflacionados. Os cálculos da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que os produtos tipicamente consumidos nesse período subiram. Principal prato na mesa dos brasileiros nessa época do ano, o peixe está 15% mais caro em relação ao ano passado.

De acordo com o advogado tributarista, Gutemberg Barros, a elevação dos preços ocorre, principalmente, por causa da inflação, crise econômica e da interferência do dólar. “A moeda americana está cotada num valor superior a R$ 3 reais, o que afeta o orçamento dos baianos que compram mercadorias importadas, como vinho e bacalhau. Por serem produtos de fora, os encargos que incidem sobre o preço são maiores, consideravelmente”.

Entre os produtos mais consumidos nesse período, a maior carga de tributos incide sobre o vinho (54,73%), seguida do bacalhau importado (43,78%). Os ovos de chocolate também são grandes vilões para o bolso do consumidor, com carga tributária de 38,53%. Para o tributarista, os alimentos de produção nacional que incrementam a ceia podem ser encontrados com o valor mais em conta, principalmente em feiras. “É importante fazer uma pesquisa de campo para avaliar os melhores preços e substituir itens caros por produtos mais em conta. Outra opção é dividir as despesas com as pessoas que vão participar do almoço”.

Veja a carga tributária dos principais itens consumidos na Semana Santa:

Bacalhau importado - 43,78%

Ovo de Páscoa - 38,53%

Vinho - 54,73%

Almoço em restaurante - 32,31%

Bombons - 37,61%

Chocolate - 38,60%

Hospedagem em hotel - 29,56%

Passagem aérea - 22,32%

Peixes - 34,48%

Refrigerante (lata) - 46,47%



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